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Comerciantes de Valença recebem Costa com manifestação. Pedem abertura imediata da fronteira

Primeiro-ministro assinalou a conclusão da eletrificação da Linha do Minho. À espera de António Costa estava também um protesto dos trabalhadores das Infraestruturas de Portugal.

 

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Mais de uma centena de comerciantes manifestaram-se esta segunda-feira em Valença, no distrito de Viana do Castelo, para exigir a “reabertura imediata” das fronteiras com a Galiza.

Segundo Rui Fernandes, um dos manifestantes, o protesto foi marcado para “aproveitar” a presença em Valença do primeiro-ministro, António Costa, que esta segunda-feira participa numa viagem de comboio entre Viana do Castelo e aquela cidade para assinalar a conclusão da eletrificação da Linha do Minho.

“Queremos a reabertura imediata das fronteiras, porque a atual situação é simplesmente insustentável”, referiu.

Esgrimiu dados da Pordata para vincar que as quebras para a região do Alto Minho decorrentes do fecho das fronteiras ascendem a seis milhões de euros por ano, só no comércio e hotelaria, restauração e alojamento.

“Primeiro levámos com o confinamento de Espanha, agora levamos com o nosso, e o problema é que ninguém nos aponta uma data para a reabertura, quando é sabido que estamos todos literalmente com a corda na garganta”, referiu.

Na estação de Valença, à espera do primeiro-ministro está também uma manifestação da Comissão de Trabalhadores da Infraestruturas de Portugal, com t-shirts pretas em que se lê “Respeito pelos trabalhadores”.

Os trabalhadores queixam-se, essencialmente, de que estão desde 2009 “sem qualquer valorização salarial”.

“Inaugurar obras com o suor dos outros é fácil, mas também deveria ser ético, pelo que quem nos governa tem de reconhecer e valorizar os trabalhadores que estiveram sempre presentes para que esta e outras inaugurações pudessem ser uma realidade”, lê-se numa nota distribuída à comunicação social.

Fonte: Rádio Renascença

 

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