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Muito pouco ‘cusca’ para ser jornalista!

Que titulo descabido que este texto tem, não é!? Ouvi esta frase já há alguns anos e ela retumbou no meu interior até hoje, e desde então, fez-me pensar na ideia que as pessoas têm do nosso trabalho, que na minha opinião, e usando as palavras de um dos mais célebres escritores do mundo, Gabriel Garcia Márquez “é o melhor ofício do mundo”.

Sei que é uma ideia formatada, que há muito está enraizada na população. A ideia que os jornalistas devem ser cuscos, que devem querer saber de tudo e de todos porque só assim é que poderão fazer boas notícias, dessas que as pessoas gostam: houve um acidente, ok, sim, muito interessante, mas…quem é que morreu? Vítima de violência doméstica (digam lá o nome dele (a) que é para o crucificarmos em praça pública!) Casos de covid-19 aumentam no concelho (deviam publicar o nome dos infetados para sabermos com quem devemos evitar encontros!) E assim, perguntas e comentários que nada tem a ver com o exercício que nós praticamos.

Ser comunicador social/jornalista, é muito mais do que escancararmos a vida dos outros num texto. Ser jornalista é descobrir histórias com o fim último de informar, sim, mas não para satisfazer a morbosidade do público. É fazer serviço social e contar a verdade. Aquela que por vezes, incomoda muitas pessoas. Mas ser jornalista também é estar munido de um super poder que se chama resiliência. É saber que o nosso trabalho tem sempre duas leituras e que inevitavelmente, estamos sempre no olho do furacão.

Mas foi esta a profissão que eu escolhi, a profissão da qual me apaixonei ainda muito nova e que irei continuar a praticar, doa a quem doer.

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