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Uma pandemia maior e mais devastadora que a covid-19

Existe sim. E já anda entre nós há muitos anos. Qual será ela, perguntarão vocês? E eu respondo: a pandemia das línguas compridas! Daquelas que falam sem saber, que apontam o dedo sem se aperceberem que quando o fazem, têm três dedos virados a eles próprios.

Sempre ouvi dizer que quando sentimos a necessidade de falarmos da vida dos outros é para nos mantermos ‘distraídos’ da ruindade da nossa própria vida, e sinceramente, cada vez mais constato que é verdade. Sempre me perguntei, a respeito daqueles que gostam de falar da vida alheia: qual será o prazer que lhes provoca? Será que assim se sentem poderosos? Ou então, será que assim tentam minimizar um pouco o vazio das suas vidas e a própria ignorância que vive neles?

Sim, porque sem querer ofender, acho que quem faz isto, quem se imiscui na vida alheia o faz porque o seu mundo é tão pequenino e a sua falta de vivência tão grande, que precisa ir à procura fora, em jeito de crítica, aquilo que lhe falta: que é ter uma  vida tão feliz e preenchida que não lhe permita sequer, preocupar-se com aqueles que o rodeiam.

A pandemia tem batido à nossa porta. Na minha família, infelizmente, bateram ambas. A pandemia da covid-19 não poupou o meu marido, e a pandemia das línguas compridas, atingiu a minha restante família.

Para todos aqueles que mentem, inventam e tergiversam as histórias só tenho uma frase: que pena que sinto por vocês! Devem pertencer ao mundo tão pequeno e vil que só a afiarem a língua é que se sentem bem! Que triste utilizar as filas dos bancos e/ou cafés para denegrir, para chamar de irresponsável a alguém quando nem sequer conhecemos os verdadeiros contornos da história que estarmos a querer espalhar para fazer mal: porque esse é o único intuito, fazer mal.

Que triste deve ser estar neste mundo, e um dia, o deixarmos, sem termos aprendido nada. Gosto de pensar que a pandemia covid-19 vai passar, e sei que assim será, já a pandemia das línguas compridas sei que chegou para ficar porque infelizmente, nem as pandemias conseguem fazer mudar algumas pessoas que, em termos de aprendizagem, são piores do que os animais.

Força e coragem a todos. Alguns continuamos a ser felizes, apesar das pandemias!

 

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  1. Post comment

    Damião Cunha Velho says:

    Excelente texto.
    Taylor dizia que o homem nasce naturalmente mau por isso tem que ser educado.
    Alguns munca foram educados e por isso permanecem maus.
    Tão maus que são eles próprios a pior das pandemias!