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“Acorda Portugal”

Anda por ai uma data de gente parva…(Desculpem, parva não, porque eles negam a existência da parvoíce!)
Neste fim de semana realizaram-se manifestações em Lisboa e no Porto contra as medidas tomadas pelo governo para controlar a pandemia. São os mesmos do costume.
São contra o uso de máscaras, contra a vacinação e agora contra o certificado digital da Covid. Não vou discutir o detalhe das medidas mas sim a suposta falta de liberdade que estas medidas têm tirado a esta gente.
O movimento “Acorda Portugal” liderado pelo senhor Daniel Leal entende que os cidadãos estão a viver uma ditadura sanitária.
O problema deste senhor (e de quem o acompanha) é não perceber que quem lhe restringe a liberdade é um vírus que o pode matar a ele ou que ele sendo portador do vírus, pode matar outras pessoas.
E, matar não é um ato de liberdade. É sim, um ato de tirania!
Este grupo de gente que se diz apolítica se chegassem ao poder seriam uns ditadores com muito mau feitio. Queriam ser livres e os outros que se lixassem ou já agora, que morressem em nome da liberdade destes.
A liberdade não é propriamente o “faço o que me apetece” porque se assim fosse este senhor já há muito que merecia uma máscara de ferro.
Eu não tenho a mesma liberdade que este senhor almeja. Ninguém tem, aliás. Porque o que ele tanto defende e que acha que lhe estão a tirar não é liberdade, é a “liberdade” de ele poder continuar a ser um pequeno ditador.
Só existe liberdade com responsabilidade. Com a perceção de que existe o outro. E que a minha liberdade acaba quando começa a do outro. Só que o outro não existe para este senhor.
Uma pena porque ele também é o outro do outro.
E, quem sabe, se o outro já perdeu a paciência e é um grande amigo do vírus!

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  1. Post comment

    Fernando Agostinho da Costa Barbosa says:

    Alguns exageros continuam a ser cometidos, os trabalhadores cidadãos não são tratados todos da mesma forma, uns continuam no teletrabalho, telemóvel e outros nunca saíram do supermercado e grande parte nunca deixou de trabalhar essa continua a ser a marca da desigualdade.
    Negar os meios que nos protegem, falar de ditadura sanitária é querer um serviço de saúde gratuito que possa atender a todos nessas circunstâncias sem que as pessoas tomem as devidas providências e restrições das suas movimentações é ganância e coisa de burros.
    Só para lembrar o covid já matou milhões de pessoas pela asfixia e também de AVC.

  2. Qualquer um aprende a lutar pelos seus direitos, mas nem todos aprendem a pensar!!! Que morram… mas longe!

  3. Muito bem colocado. Gostando ou não as ações sanitárias são para a preservação de vidas. E essas manifestações contrárias demonstram egoísmo e nenhuma preocupação com o bem estar coletivo.

  4. Toda a gente tem direito à sua morte.
    Parece-me um direito inalienável.
    Como o direito de viver.
    E não há direito de ter direitos se não se respeitar a irmandade do dever.
    Se esse senhor tem o direito de morrer também lhe assiste a obrigação e dever de não matar. Porque é o que poderá acontecer ao transmitir o vírus. Não acredito que queira morrer, de facto. Se fizer questão, faça também questão de o fazer sozinho.

  5. O mesmo se pode dizer em relação aos iluminados que não querem tomar a vacina.

  6. Por culpa de pessoas e movimentos desses é que não saímos desta situação.

  7. Excelente observação.
    Não retiro nem uma vírgula.