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P. Barca| Fraude no concurso das 7 Maravilhas da Cultura Popular?

A dúvida instalou-se quando, durante a reunião de Câmara realizada no dia de ontem 22 de julho, Pedro Sousa Lobo, vereador do PS e candidato às autárquicas 2021, revelou um processo que decorre pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, intentado pela MEO contra o Município de Ponte da Barca. Em causa está a dívida de mais de 80.000 euros à empresa MEO por parte da autarquia.

Este montante em dívida resulta de chamadas de valor acrescentado realizadas pelos telefones da autarquia “por forma a defraudar as votações populares no âmbito do concurso televisivo 7 maravilhas da Cultura Popular”, afirma o PS na sua página oficial do Facebook.

 

Segundo o Partido Socialista “O Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca não se limitou a apelar ao voto de todos, instruiu os serviços da autarquia a efetuarem inúmeras chamadas telefónicas de valor acrescentado para votar na candidatura de que era promotor e principal beneficiado político”.

Adiantando ainda que “O Município de Ponte da Barca deve regressar a uma gestão rigorosa dos recursos públicos e manter sempre um comportamento digno e honesto. Sobretudo numa situação de crise como a originada pela pandemia do Covid-19 é chocante este desperdício de dinheiro público”.

Por sua parte, José Alfredo Oliveira, vice-presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, após as acusações terá explicado que “a autarquia de facto, foi notificada e não concordando com o teor foi apresentada contestação”, garantindo ainda que “nunca foi contratado um serviço” com a motivação “de fazer chamadas para a Romaria de São Bartolomeu ser eleito uma das 7 Maravilhas da Cultura Popular”.

Segundo o vice-presidente “O contrato com a MEO ronda os 25 mil euros e este ano será feito um novo contrato”.

O eco desta denúncia onde a autarquia é acusada de, alegadamente, ter manipulado as votações do concurso 7 Maravilhas da Cultura Popular para a Romaria de São Bartolomeu sair vencedora utilizando os recursos da autarquia, já vai longe.

A CDU de Ponte da Barca também veio a público contestar a situação. Em comunicado, enviado às redações por ler-se que “existem, neste caso, três situações diferentes:

1º. Um Município que não paga as suas dívidas a tempo e horas, vendo o seu fornecedor a colocar o processo em Tribunal;

2º. Uma forma pouco ética de proceder, diante de concursos que tentam passar a ideia de “mérito” mas que na realidade são meros escravos do capital financeiro – dando mesmo aso a estratégias que roçam a corrupção;

3º. Uma estratégia de promoção e marketing territorial, porque é disso que se trata, que no entender da CDU não tem nem grande margem de retorno nem se foca nas necessidades reais do concelho de Ponte da Barca.”

Assim, a CDU de Ponte da Barca culmina o comunicado pedindo que “Neste sentido, e de forma responsável, a CDU pede esclarecimentos ao executivo sobre estes três assuntos e exige que o futuro seja pensado de forma estratégica, lógica e com retornos ao longo do ano”.

Notícia em atualização 

 

 

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  1. Não deve ser caso único. É lamentável que se esbanjar dinheiro nestes concursos que sempre disse que são para “sacar” dinheiro ao povo