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P.Barca| Maria José Gonçalves “Eu estou habituada a tratar com garotos (jovens) não com garotos adultos”

Maria José Gonçalves, quem foi vice-presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca durante 15 meses vendo depois os seus pelouros serem retirados pelo presidente da Câmara, Augusto Marinho, esteve no dia de ontem, na Barca FM, no início de uma série de entrevistas a candidatos e autarcas barquenses face às eleições autárquicas 2021 marcadas para o próximo dia 26 de setembro. 

 

Numa entrevista de pouco mais de uma hora Maria José Gonçalves relembrou aquilo que viveu enquanto vice-presidente e vereadora sem pelouros na Câmara Municipal de Ponte da Barca iniciando a entrevista com um pedido de desculpa “tenho de pedir desculpas aos barquenses que sufragaram por este projeto que não existe”.

A vereadora, quem no ano 2018, veio a público denunciar que tinha sido vítima de bullying e assédio moral garantiu “durante 15 meses eu fui enganada. Aquilo que pensei que era uma equipa foi um frete (…) eu sabia que a cama me estava a ser feita. Eu fui vítima de um conjunto de malfeitores. Quiseram desacreditar-me fragilizar-me. A estratégia era deixar-me doente ou maluca, mas para azar deles, não conseguiram”.

Para Maria José Gonçalves o executivo liderado por Augusto Marinho “foi uma tentativa de ditadura encoberta. A política desencadeada por este senhor (Augusto Marinho) era a política do dividir para reinar (…) são pessoas que não se interessam pela Barca, nem pelos barquenses”.

Apesar de ter visto os seus pelouros retirados Maria José Gonçalves continuou nas suas funções de vereadora. Confrontada com a pergunta de o por quê continuar apesar do clima de mal-estar existente a sua resposta foi taxativa “fiquei porque eu não sou mulher de desistir.  O meu desafio era cumprir com o projeto pelo qual os barquenses sufragaram. Eu tinha de honrar os meus compromissos”. 

Realçando ainda que “eu sempre fui uma mulher livre. Eu não tenho medo das palavras nem das pessoas. Esta liberdade que tenho dá muito trabalho e eu vou continuar a ser uma mulher livre”.

Enquanto vereadora sem pelouros Maria José Gonçalves continuou a fazer um trabalho “rigoroso e atento” e afirma que em Ponte da Barca, neste últimos quatro anos “o que tivemos foi um retrocesso. Há alguma empresa que se tenha afixado? Não, zero. Não há empregos novos, a não ser aqueles promovidos para os amigos. As questões essenciais dos barquenses não mudaram. Os problemas das pessoas não foram resolvidos”.

A vereadora, que se afirma com uma mulher de convicções vincadas aponta “eu apoiei um projeto que, passado oito dias de eleição, vi que não existia. Eu vi fazer precisamente o oposto aquilo que estava escrito (no manifesto eleitoral). Aquele manifesto é letra morta. O senhor Presidente chegou-me a dizer que aquilo não era para cumprir. Que não era para ser levado à sério. Eu não podia compactuar com semelhante canalhice”.

 

Maria José Gonçalves não integra nenhuma lista para as autárquicas 2021 “eu fico muito feliz que haja cinco candidatos mas não me revejo em nenhuma das candidaturas. O que me movia não era um cargo político. Vou continuar a trabalhar, a propor, sempre muito atenta, a cumprir com a minha cidadania”, reforçou.

Quando questionada acerca da projeção feita pelo executivo para a criação dos parques industriais deixou clara a sua posição “eu acho que Ponte da Barca não precisa de um parque industrial porque já o temos. A Câmara Municipal foi, nestes quatro anos, uma agência imobiliária. Dedicaram-se a comprar e vender terrenos e agora temos uma mão cheia de nada”.

E prossegue “Os nossos jovens precisam de outras oportunidades. Estamos a gastar o que temos e o que não temos e não vamos criar novos postos de trabalho. Só vamos ter uma recolocação das empresas já existentes. E por isso, nunca votei favoravelmente”.

Respetivamente à gestão da Câmara Municipal nestes anos de mandato, que agora iniciaram a sua reta final, a vereadora afirma “Houve uma oportunidade da dar um novo rumo à nossa terra mas foi perdida. Agora é um barco completamente à deriva”.

“Na Câmara Municipal não houve qualquer tipo de reestruturação dos serviços, como o Presidente tantas vezes afirmou, o que houve foi um mudar de peças para favorecer os bufos. Isso sim. Aqueles que passam informação ao senhor presidente e aos seus acólitos”, garantiu.

A vereadora culmina fazendo um balanço “Foi aos 55 anos que apanhei a maior desilusão da minha vida com uma pessoa. Nestes anos aprendi muito (…) só é vencido quem deixa de lutar e eu nunca vou deixar de lutar por uma Barca e um mundo melhor”. 

“O que aconteceu não pode ser desfeito, mas podemos impedir que volte a acontecer (…) Até porque: “O tempo deixa perguntas, mostra respostas, esclarece dúvidas, mas, acima de tudo, o tempo traz VERDADES.

 

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  1. Boas a D Maria eu não sou da Barca mas já lá trabalhei e li a notícia com muita Atenção os Tachos são para quem eles querem e os que não querem como D. Maria coloca -os de parte mas isso acontece em todas as Câmaras isto devia ser muito bem visto de quem Direito para ver se o nosso País anda para Frente havia de haver uma Fiscalização regida em todas Câmaras para deixar de haver Tachos e Favorocidos isto é Um Vergonha. Força D. Maria continuo assim a Desmascarar esses mal Feitores

  2. Infelizmente os Barquenses não querem uma Barca melhor. Querem é tacho. Basta ver os atuais presidentes de junta a apoiarem o Marinho. Como é que alguém com um palmo de testa pode apoiar um homem que em 1400 dias não fez nada, não criou nada, não desenvolveu nada?
    Pois a explicação é bastante óbvia.

  3. Obrigado professora Maria José por nunca ter desistido de nós.