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‘Gestão da pandemia’ poderá ditar resultados das Autárquicas

Estudo da Bloom Consulting Portugal mostra que a gestão local da pandemia de COVID-19 pode influenciar resultados das próximas eleições autárquicas. Com 52% dos munícipes a afirmar que afetará o seu voto. A pandemia também uniformizou as prioridades dos munícipes.

 

O mesmo estudo indica que apenas 20% dos portugueses afirma que a gestão municipal da pandemia não afetará o seu voto nas Eleições Autárquicas de 2021, mas 52% afirma que terá um impacto direto na sua decisão de voto e 28% refere não saber se irá votar ou ainda está indecisa sobre o impacto no seu voto face à gestão da pandemia por parte da sua Câmara Municipal.

Por grupo etário verifica-se que é entre os mais jovens que o impacto é maior com 58% dos portugueses entre os 18 e os 24 anos a dizer que a primeira ou segunda vez que votam para umas eleições autárquicas será muito influenciada pela forma como os seus líderes locais lidaram com a pandemia. O grupo etário mais elevado com 54 ou mais anos é o que se mostra mais resoluto e menos influenciável pela gestão da pandemia com 40% a afirmar que a gestão local da pandemia não afetará a sua intenção de voto.

 

Por distrito verifica-se que em Aveiro, Ponta Delgada e Castelo Branco a gestão da Pandemia é mais valorizada pelos cidadãos no âmbito das Eleições Autárquicas, enquanto nos distritos a norte como Bragança, Vila Real e Viana do Castelo é onde menos se valoriza a gestão da pandemia para efeito na decisão do voto.

Para além da gestão da pandemia, os munícipes de norte a sul do país, mostram iguais novas prioridades, o que acontecia antes do aparecimento da COVID-19. A primeira prioridade é o acesso a cuidados de saúde de qualidade nos seus municípios, seguindo-se a implementação de programas de segurança e higiene nas escolas e nos postos de trabalho e não massificação dos espaços públicos. Todas as principais prioridades estão relacionadas com a saúde e a segurança sanitária.

 

Gestão de um município: boa ou má

A coordenação dos serviços municipais e a informação transmitida aos cidadãos é o fator com maior peso nesta classificação. Ainda com elevada importância surge a existência, ou escassez, de apoio aos empresários e instituições locais, e ainda a promoção bem (ou mal) conseguida do município no setor do turismo. Por último, com algumas respostas também a ser contabilizadas, está a promoção do território nos setores financeiro e laboral. De forma geral, a importância da pandemia nestes fatores é distribuída de forma semelhante tanto pela positiva como pela negativa, sendo que é necessário realçar que o impacto de uma boa gestão da crise é superior ao impacto de uma má gestão. Em termos práticos, isto significa que um município que gere bem a pandemia poderá ter benefícios maiores face aos prejuízos que teria se fizesse uma má gestão.

Filipe Roquette, Diretor Geral da Bloom Consulting Portugal, referiu: “Durante meses, de norte a sul, vimos o nosso território fechado a turistas estrangeiros e grandes limitações aos turistas nacionais, entre os confinamentos impostos, a mobilidade de trabalhadores e estudantes foi muito restrita enquanto muitas empresas e territórios viram a atração de investimento e promoção de exportações passar por um período muito desafiador, muitas vezes incapacitante”.

Na perspetiva do responsável da Bloom Consulting Portugal “ainda que sejam visíveis progressivas melhorias e novos focos de esperança, é essencial ter em consideração que o futuro não será uma cópia do passado pré-pandemia e que os seus efeitos serão sentidos não só nas indústrias, mas também na personalidade dos públicos-alvo”.

“Novas prioridades, novas exigências e uma necessidade de perseverança, afirmação e modernização marcam uma agenda que começa aos poucos a formar-se nas mentes dos turistas, estudantes, trabalhadores, cidadãos e investidores que procuram num ou mais municípios portugueses o seu próximo destino ou a sua próxima oportunidade”, concluiu Filipe Roquette.

 

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