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Fé na humanidade restabelecida!

A história da Geisy foi uma das mais difíceis que, enquanto ser humano, mãe e jornalista, me tocou enfrentar. Há entrevistas que fazemos que, nalgum ponto, deixam de ser entrevistas e, irremediavelmente, passam a ser uma conversa de humano para humano, só. Sem formalismo, sem etiquetas.

Para mim foi impossível conhecer a sua história e a partir desse momento, dormir descansada. Queria muito contar a sua história. Queria poder encontrar a forma que as pessoas soubessem o que lhe tinha acontecido. Queria encontrar a maneira de chegar às pessoas e que ela sentisse que não estava sozinha. Que o mundo não acabava ali. Que era possível sonhar com um futuro, apesar de ela pensar que o mundo tinha ficado completamente escuro.

Redigi o texto num ápice. As palavras fluíam à mesma velocidade que as lágrimas. Enquanto escrevia pensava que ninguém devia passar por uma situação destas. Que não existe justiça alguma em semelhante crueza. Escrevia com o intuito de remexer os corações das pessoas. Queria que a Geisy pudesse ter uma oportunidade de ver a vida diferente. Queria muito que ela, apesar da dor terrível que tem, pudesse descansar um bocado ao saber que a ajuda iria chegar. E a realidade é que a ajuda chegou. Uma onda de solidariedade e amor que tocou a Geisy, que tocou o seu bebé e que sei, também tocou o Luís, que ainda quando já não está connosco, neste plano, certamente saberá que apesar das dificuldades, no fim, fica sempre tudo bem.

Quero agradecer a todos aqueles que contribuíram. A todos aqueles que entraram em contacto com a redação do jornal. Que entraram em contacto diretamente comigo. A todos aqueles que se organizaram para dar o seu contributo. Para ajudar a esta mãe que ficou sem nada, mas que graças a todos vocês agora tem o mais importante que podemos ter nas nossas vidas: esperança.

O destino pregou uma dura partida à Geisy, mas todos vocês, com a vossa ajuda, com a vossa empatia e solidariedade devolveram-lhe a paz que ela perdeu. Devolveram-lhe a possibilidade de sonhar com um futuro. Com uma vida mais risonha, apesar da dor.

“Gostaria de poder agradecer pessoalmente a todas as pessoas que têm colaborado comigo e com o meu bebé. Quero agradecer e, acima de tudo, abençoá-las. Que Deus abençoe todas e cada uma dessas pessoas que me ajudaram. Muito obrigada a todas elas e a Deus. Estou sem palavras. É incrível como dia após dia continuamos a receber ajuda. É verdadeiramente maravilhoso”, foram as palavras da Geisy depois de um fim-de-semana cheio de mostras de carinho e profunda solidariedade.

A vida continua para Geisy e para Luis Enrique, o seu bebé. Aqui n’O Espetador apelamos a todos aqueles que ainda não conhecem a história desta família que leiam a entrevista e que, se for possível, contribuam.

Mais uma vez, em nome da Geisy e da sua família, muito obrigada!

Bem hajam.

“A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela humanidade” 

Franz Kafka. 

 

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  1. Para alem de uma excelente profissional és um ser humano maravilhoso.. ❤️ Com pouco podemos fazer muito e todos juntos somos fortes e vamos passar essa força a esta mãe/mulher/ser humano❤️.. E que apesar de toda a tristeza ela consiga ver a luz ao fundo do túnel🙏 nao a conheço pessoalmente mas desejo-lhe o melhor para ela e para o seu menino🙏💐❤️

  2. Obrigado também ao jornal O Espectador, e á sua jornalista, porque sem vocês esta história, esta situação, não teria o resultado que está a ter.
    Da minha parte enquanto leitor, o meu muito obrigado, é bom saber que existe um Espectador atento.

    1. Para alem de uma excelente profissional és um ser humano maravilhoso.. ❤️ Com pouco podemos fazer muito e todos juntos somos fortes e vamos passar essa força a esta mãe/mulher/ser humano❤️.. E que apesar de toda a tristeza ela consiga ver a luz ao fundo do túnel🙏 nao a conheço pessoalmente mas desejo-lhe o melhor para ela e para o seu menino🙏💐❤️