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“O luto de uma vida não cabe em cindo dias” Petição para alargamento do luto parental entregue

Mais de 83 mil pessoas assinaram a petição para o alargamento de cinco para 20 dias o período de luto pela morte de um filho, uma iniciativa que conta já com o apoio de vários partidos.

 

 

A petição com o mote “O luto de uma vida não cabe em 5 dias“, foi lançada no dia 01 de setembro pela Acreditar – Associação de Pais e Amigos das Crianças com Cancro – por considerar que os cinco dias previstos na legislação são “manifestamente insuficientes” para os pais que perdem um filho, uma dor que dura “toda uma vida”. Em poucos dias, a petição reuniu milhares de assinaturas e vários partidos uniram-se à causa: PS, BE, PCP, PAN e o PEV. “Foi fantástico e no fundo foi o coroar de todo o trabalho que nós levámos a cabo nesta área”, disse à agência Lusa a diretora-geral da Acreditar, Margarida Cruz.

A associação, juntamente com alguns pais, vai entregar a petição ao vice-presidente da Assembleia da República, José Manuel Pureza. A Acreditar não se limitou a constatar que “isto era uma necessidade dos pais”, dedicou “muito tempo a estudar o que se passava no resto do mundo e, sobretudo na Europa, as legislações aplicáveis” a esta matéria para fazer uma “proposta mais equilibrada dentro do contexto dos nossos parceiros e também da nossa realidade económica”. “Achamos que todo este esforço foi coroado de êxito no sentido em que os cidadãos aderiram com entusiasmo e os partidos acabaram também reconhecendo que esta era uma necessidade, pelo menos uma boa parte deles, e, portanto, nós estamos muito satisfeitos com este resultado”, declarou Margarida Cruz.

O objetivo era entregar a petição quando alcançasse as 100 mil assinaturas, mas a Acreditar considerou que não podia atrasar mais a sua entrega no parlamento. “Isto era mesmo uma questão importante para os pais e, portanto, tendo já um número tão significativo de pessoas que aderiram achamos que devíamos fazer a entrega da petição de modo a que as coisas também possam ser discutidas o mais rapidamente possível”, disse, esperando que “esta onda culmine na rápida discussão do assunto na Assembleia da República e na consagração do alargamento do luto parental”.

Fonte: Impala

 

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