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P.Barca| Marcha de “luto pela democracia” marcada para o Dia do Município

A iniciativa, organizada por um grupo de cidadãos que se dizem “estupefactos” com o novo Regimento das Reuniões do Executivo Municipal para o mandato 2021-2025.  O qual, e segundo declarações de Pedro Sousa Lobo, vereador do PS “reduz para metade as reuniões públicas. imita a participação dos cidadãos e limita, de igual forma, o acesso dos vereadores da oposição à informação sobre processos incluídos na ordem de trabalhos. Bem como passa a não ser permitida a contrarresposta após a resposta do Presidente aos assuntos levantados pela oposição”. 

Já na semana passada o vereador do PS, Pedro Sousa Lobo, tinha vindo a público contestar as “pretensões” do Executivo lidero pelo social-democrata Augusto Marinho.

 

Agora, depois do novo Regulamento ter sido aprovado na primeira reunião da Câmara, na passada sexta-feira, um grupo de munícipes “indignados” com o regulamento está a convocar, para o próximo domingo 24 de outubro, uma marcha de “luto pela democracia”.

Em declarações à Agência Lusa, a porta-voz do grupo, Sónia Pereira afirma “ser preciso bater o pé aos intentos do presidente da Câmara, Augusto Marinho, saindo pelas ruas da vila, em defesa da liberdade de expressão e da transparência”.

Domingo, dia 24 de outubro, é a data em que se assinala o Dia do Município. O horário da iniciativa ainda está por definir devido a questões jurídicas, mas está previsto decorrer durante a manhã.

Sónia Pereira afirma “vamos iniciar a marcha em silêncio, para não nos acusarem de estragarmos as celebrações do dia do município. Iremos todos vestidos de preto. Com máscaras pretas e com cartazes com palavras de ordem. Após o hastear as bandeiras, será um protesto pacífico, mas mais ativo para sermos ouvidos”.

Para a porta-voz que representa o grupo em Ponte da Barca “aplica-se a política do eu quero, posso e mando (…) algumas pessoas têm receio de falar, a pressão é tanta, poderia mesmo dizer mesmo a ameaça em si. As que vão falando são aquelas que não têm medo porque não dependem da Câmara. Não tenho qualquer ligação à câmara municipal, não exerço qualquer cargo político, nunca o fiz, simplesmente fui apoiante da candidatura do PS. Isto não é uma questão política, é um dever cívico. Estamos a pôr em causa a democracia”, reforçou.

Sónia Pereira esclarece ainda que “ao contrário do que muitos dizem, isto não se trata de um grupo de pessoas que perderam as eleições e não estão a aceitar. Independentemente de quem esteja no poder o que está em causa é a nossa liberdade de expressão”, culminou.

 

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