Skip links

P.Lima| “O primeiro amor de Dom Carlos” uma obra ‘fascinante’

Na passada sexta-feira, 19 de novembro, o Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde, foi o palco que acolheu a apresentação do livro “O primeiro amor de Dom Carlos”, da escritora Maria João Fialho Gouveia.

Num fim de tarde ameno, a cerimónia, que esteve a cargo de Francisco Silva de Calheiros e Menezes (Conde de Calheiros), contou com a presença da própria autora do livro e do vice-presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Paulo Jorge da Cunha Barreiro de Sousa.

 

O idílico romance vivido entre Dom Carlos e a jovem ‘Amapola’ “uma bela plebeia luso-galega”, é mais do que uma simples história de amor, é uma narrativa histórica.

Para o Conde de Calheiros “é uma honra ter sido convidado pela Maria João para a apresentação deste livro porque grande parte da historia se desenvolve no Paço de Calheiros, um lugar que me é muito querido. Foi uma alegria a Maria João ter vindo, finalmente, ao Paço de Calheiros para culminar a obra”.

“Este livro é uma viagem muito interessante. A forma como está descrita a época, a vida em Cascais, em Sintra, a vida no Palácio Real. Mas o romance é muito bem conseguido. Tudo está escrito duma forma muito bonita e apelativa”. afirma ainda.

 

Para Maria João Fialho Gouveia, jornalista há quase 40 anos, e que agora abraça a literatura ” a escrita é uma doce e viciante solidão que lhe completa a alma”.

Acerca do livro a autora relata “o Primeiro Amor de Dom Carlos surgiu de uma grande admiração que tanto eu como a minha mãe, tínhamos pelo Rei Dom Carlos. O Rei da introdução das novas tecnologias, da luz elétrica, que começou em Cascais e depois passou para Lisboa. O Rei das ciências marinhas, o Rei das artes, das pinturas, das aguarelas e também, da música”. 

Quanto a ‘amada’ do Rei Dom Carlos, a ‘Amapola’, “surgiu de alguns relatos verídicos de que o senhor Dom Carlos teria uma predileção por espanholas, e que tinha uma amante no Monte do Estoril, e a Amapola é de facto, do Monte Estoril,  e é luso-galega. O facto de ser não de outro sítio de Espanha mas sim da Galiza, tem a ver como o facto de eu ter sangue galego. E então quis homenagear as minhas origens e fui buscar uma luso-galega”.

Os romances históricos de Maria João “são precedidos de uma grande pesquisa, não só sobre as personagens, mas sobre o contexto histórico e sobre os pequenos detalhes do quotidiano. E é das coisas que eu mais gosto: fazer pesquisa. Porque enquanto pesquiso, viajo no tempo”.

O livro ‘O Primeiro amor de Dom Carlos’, por ser um romance histórico, tem aquele ponto de veracidade histórica, detalhes da época e o ponto romântico “em que os diálogos são criados. O romance é todo ele idealizado e tem de facto, esta protagonista fictícia. Mas a maior parte das personagens do livro são verídicas”, afirma a autora.

 

Respetivamente ao nome da protagonista deste romance, Amapola a autora refere “Amapola é um nome para o qual estão apontadas duas possíveis origens: ou italiano, ou espanhol. Quer dizer ‘a mais bela flor’, é de facto um nome que existe, e foi pela predileção que a Amapola tem por flores que eu escolhi esse nome”.

“Os protagonistas vivem um amor impossível. À partida sabem que o amor deles é impossível. Conhecem-se em Cascais mas os diferentes estatutos sociais que os separa os faz perceber que é um amor impossível, mas à mesma, vivem-no com intensidade”.

O romance mais tórrido, é vivido pelos amantes no Paço de Calheiros, em Ponte de Lima “antes que os reis soubessem onde eles estavam Amapola fugiu e assim que chega a Lisboa os pais decidem casá-la com um dos seus primeiros pretendentes e cada um se casa pelo seu lado. Mas nunca deixaram de se encontrar na vida pública, ou na ópera, e coração deles ficava sempre a bater mais forte. O amor deles, apesar de irem vivendo as suas vidas por separado, vão-se cruzando várias vezes, já depois de casados e às vezes, cedem à tentação. Depois chega o regicídio e com ele a Amapola fica muito triste, porque faleceu o seu primeiro amor e vai ao funeral do Rei. O livro acaba já em 1920, e há um compositor de uma banda latina, dos anos 20, que se chama José Maria Lacalle e que é autor de uma música que foi eternizada por muitos tenores líricos e que enquadra o fim deste romance(…) 

Amapola, lindísima Amapola! 

Será siempre mi alma tuya sola

Yo te quiero, amada niña mia. Igual que a ama la flor la luz del dia! 

Amapola a ouvir estas palavras, numa orquestra nos Estados Unidos comove-se profundamente porque muitas das palavras que ali estão o Dom Carlos diziá-lhas. E assim vai para casa a pensar nisto”.

Para todo o público que estiver interessado em adquirir a obra ‘O primeiro amor de Dom Carlos’ poderá fazê-lo na livraria União, em Ponte de Lima.

 

Publicidade

Escreva um comentário

Nome

Website

Comment